Adriana Araújo, sambista mineira, morre aos 49 anos
02/03/2026
(Foto: Reprodução) Sambista Adriana Araújo.
Reprodução/Redes sociais
A sambista Adriana Araújo morreu aos 49 anos, em Belo Horizonte, nesta segunda-feira (2). A informação foi anunciada pelas redes sociais da cantora.
A artista estava internada no Hospital Odilon Behrens, na capital mineira, desde o último sábado (28), quando foi diagnosticada com aneurisma cerebral após passar mal e desmaiar em casa. Segundo a equipe médica, o quadro dela era considerado "gravíssimo e irreversível" (veja vídeo abaixo).
"Adriana foi muito mais do que uma grande voz do samba. Foi abraço largo, sorriso fácil, coração generoso e uma alegria de viver que iluminava todos ao seu redor. O samba sentirá profundamente sua ausência, mas não apenas ele. Sentirão falta de todos que um dia recebeu seu carinho, sua escuta atenta e seu caloroso abraço", disse nota de falecimento publicada nas redes sociais às 15h32.
A sambista nasceu na comunidade Pedreira Prado Lopes, uma área conhecida como um dos berços do samba em BH. Ela era casada com Evaldo Araújo e deixou um filho de 13 anos, Daniel dos Santos Araújo.
Adriana Araújo sofre aneurisma cerebral
Samba em luto
Adriana Araújo era reconhecida como uma das principais vozes do samba da nova geração em Minas Gerais. A trajetória na música começou em 2008, quando foi convidada para cantar a música "Nasci para Cantar e Sonhar", de Dona Ivone Lara, em um show em Belo Horizonte.
Em 2011, passou a integrar o grupo Simplicidade Samba. As apresentações na tradicional roda de samba aos domingos, no bairro São Paulo, na Região Nordeste da capital mineira, ganharam destaque e ajudaram a consolidar o nome da artista na cena do samba em BH.
Já em carreira solo, dividiu o palco com nomes importantes do samba brasileiro, como Diogo Nogueira e Jorge Aragão.
Em 2021, lançou o disco "Minha Verdade", trabalho que marcou uma fase mais autoral da carreira. No ano passado, Adriana também participou do programa "Samba Delas", produzido pela Globo, que destacou a força feminina na construção e no fortalecimento do samba em Belo Horizonte.
Adriana deixa um legado de valorização do samba mineiro e de protagonismo feminino no gênero.